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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Olhar o horizonte


Olho o horizonte e penso
Que fazer com estas mágoas?
queria tanto que as águas do Tejo
as lavassem, desabafo para mim mesma...
ou, simplesmente, as levasse para bem longe.
Mas, tal qual a muralha que se desmorona
assim me sinto eu
a desagregar
a esmorecer...
Respiro o ar do entardecer
deixo-me embalar pelo movimento das ondas
perco-me no azul do céu...
Regresso instantes (quiçá horas) passadas
e, ali mesmo, nas pedras da calçada
encontro-me
e sinto que, afinal, a tristeza sempre se fora embora. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pescador solitário



Acorda cedo,
com o lento despertar da madrugada.
Lava do rosto o pesadelo da noite fria.
Sente-se um farrapo de si mesmo,
pálida imagem reflectida
no manchado espelho da memória.
Recorda vagas lembranças,
de um passado volátil
que a desilusão alimenta.
Estranho ser, vagabundo da esperança,
escondido nas sombras do presente,
e que, entre suspiros, para o infinito avança...

Veste as mágoas quotidianas,
calça a tristeza nos pés cansados.
Bebe o café da ausência,
trinca o pão da miséria.
Olha o leito vazio,
os desejos entre os lençóis sufocados.
Procura os sonhos enrodilhados,
Sobre o tapete caídos...

Afaga o fiel companheiro,
de seu nome, simplesmente, Rafeiro.
Pega na tralha do costume
e fecha a porta da barraca
a que gosta de chamar casa.

Sobre a areia da praia caminha
em direcção ao barco da saudade.
Deixa no solo um trilho etéreo,
de nostalgia e liberdade.
As emoções desfeitas ao vento,
perdidas nas ondas do esquecimento.
Solitário enfrenta o mar,
onde lança as redes com fervor,
e das águas salgadas recolhe…
… um cardume de novos sonhos.

2005

sábado, 1 de setembro de 2012

Agradecimento



Sombra de mim mesma
Em mágoas afundada
Fui aquilo que não quis
Entre o sonho e a realidade
Apenas para te ver feliz…
O teu sorriso, um meigo olhar
Ai, tantas vezes procurei
Um beijo, um simples abraço
Como os desejei…
Uma palavra bastava
Mas nunca a recebi
Por isso desisti…
Todavia não me perdi
E vida nova recomecei!
Das lágrimas que me fizeste chorar
Pérolas de alegria nasceram
Que o passado apagaram
Por isso a ti agradeço
Outro alguém ter encontrado
E a felicidade alcançado.

domingo, 26 de agosto de 2012

Mar adentro



Rompem-se-me as palavras
Mar adentro
Como se fossem navios…
Soltam-se-me os afectos
Mar adentro
Como gaivotas que se libertam…
Ficam-se-me as mágoas
Terra adentro
Como um vulcão incandescente…
Rebentam-se-me profundos desejos
Terra adentro
Como se eu fosse maré viva
Num rio transbordante
De margens infinitas…