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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Recomeçar



Fui até ao fim… do nada
Numa viagem de ida e volta
Demorei tempo demais
E quando regressei
Tu já aqui não estavas.
Peguei no livro da vida
Duas páginas arranquei
Nova redacção escrevi
Um sonho desenhei…

domingo, 2 de setembro de 2012

Desejo



De nada sinto-me feita
(Tão leve e perfeita)
Como se nuvem fosse…
Lá no alto viajando
Desfeita por uma brisa
Na areia adormecida
(ou simples memória esquecida)
Entre sonhos perdida
De espuma formada
Ao sol evaporada
No céu vagueando
(liberta de dor e sofrimento)
Até ao infinito chegar
Em estrela me transformar
Para teu rosto iluminar
Um sorriso feliz encontrar
Teu coração aquecer
E não mais voltar a me perder.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Docemente



Docemente, a noite chega
E acalma meu coração…
Dispo-me das vestes do dia
Tiro a máscara que trazia
E adormeço…

Pelas brumas do sonho
Entre silêncios agonizantes
De uma intranquila consciência
Procuro os nadas indizíveis
Oiço murmúrios inaudíveis
Sinto-me perdida…

Cito de cor o que não me dizes
Fico ébria de desilusão
Entre lágrimas esquecida
Afogo-me num rio de mágoa
E acordo sobressaltada…

Não me quero iludir
Muito menos ficar conformada
Mas de ti já não espero nada!
E rejeito com convicção
Sentimentos de fachada
Amor de conveniência
Ou qualquer outra ingratidão.

2006

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Manhãs claras



Na nudez dos sonhos
despidos de esperança
procuro a verdade insofismável
da tua ausência.
E quase esqueço
a pérfida clareza dos dias
em que,
tendo-te a meu lado,
vagueei solitária
pelas manhãs claras
e me perdi
no escuro dos caminhos!


Setembro de 2006